O Líder e o Equilíbrio Emocional – Parte 3

Encerramos o artigo anterior citando as cinco características de quem possui Inteligência Emocional, de acordo com Goleman, importantes para qualquer ser humano maduro, que queira alcançar seus objetivos e essenciais para um líder.

Abaixo elencamos algumas características dos elementos da Inteligência Emocional. Cada um deles merecerá, em breve, uma análise mais aprofundada.

Autoconhecimento

  1. Ter clareza quanto à conexão entre o que sente e pensa;
  2. Estar consciente de como suas emoções afetam sua performance;
  3. Ter capacidade de buscar e receber feedback;
  4. Decidir, mesmo em momentos de incerteza.
  5. Autogerenciamento
  6. Manter o foco no resultado a alcançar, mesmo sob pressão;
  7. Responsabilizar-se pelos próprios erros;
  8. Adaptar sua resposta às circunstâncias;
  9. Ter pontos de vista flexíveis.

Conhecimento do outro

  1. Ter e demonstrar sensibilidade à perspectiva alheia;
  2. Buscar maneiras de aumentar a satisfação dos outros;
  3. Reconhecer e manifestar-se sobre as qualidades dos outros;
  4. Ver diferenças como oportunidade.
  5. Gerenciamento do outro
  6. Capacidade de persuasão;
  7. Abrir-se para receber notícias boas ou ruins;
  8. Iniciativa de liderar, quando preciso;
  9. Desafiar o “status quo”;
  10. Lidar com pessoas em situações difíceis;
  11. Reconhecer e compartilhar mérito;
  12.  Adaptar-se aos diferentes públicos.
  13. Motivação
  14. Estado mental alerta para criar e agarrar oportunidades;
  15. Mobilizar os demais baseado no desafio;
  16. Resiliência, perseguindo o objetivo, apesar dos obstáculos;
  17. Atuar e liderar os outros com esperança de sucesso, ao invés de medo do fracasso;
  18.  Reconhecer que obstáculos e contratempos são circunstâncias e não defeitos.

É preciso lembrar que quase 80% da eficácia gerencial vem da presença da Inteligência Emocional, de acordo com estudo feito com milhares de executivos (Goleman, 1998, Boyatzis – Case Western University).

Vendedores que apresentam alto nível de Inteligência Emocional conseguem o dobro do sucesso em vendas em relação aos demais profissionais de vendas.

Vale lembrar também que o quociente de inteligência – QI – é importante para compreender a dimensão de um problema e buscar dados que facilitem tal compreensão. Na solução do problema, no entanto, é preciso além do QI, o quociente emocional – QE-, pois é necessário ir além da lógica e observar o impacto que a solução trará a todos os envolvidos. Por fim, para implantar a resolução é fundamental o QE.

Nas organizações humanas podemos muitas vezes notar mentes brilhantes, que apresentam um diagnóstico perfeito e detalhado de situações, mas que falham na resolução e na ação, por um QE baixo.

A boa notícia é que o QE pode ser desenvolvido. Ninguém precisa ser escravo de suas emoções e fadado ao insucesso. Como o QE representa competências e estas são fundamentalmente hábitos, podem ser mudadas ao ponto da excelência.

Uma poderosa prática para se alcançar um alto QE e sucesso é o Coaching, assunto que trataremos no próximo artigo.

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